Bissau, oficialmente denominada Sector Autónomo de Bissau

é um sector autónomo e a capital e maior cidade da Guiné-Bissau, localizada no estuário do rio Geba, na costa atlântica. Surgida como um aldeamento de povos caçadores e agricultores, sua colonização começou a dar-se a partir do século XVII, quando cumpriu importante papel histórico na região, como centro de comércio e porto fortificado. Embora a Guiné Portuguesa fosse administrativamente dependente de Cabo Verde, a localidade exerceu o papel de sua capital. No século XX torna-se a capital da colónia, até a independência da Guiné-Bissau, quando coube-lhe ser a região mais desenvolvida e segura da nação, enquanto o país ainda mergulhava em conflitos e crises. Centro econômico da nação, Bissau concentra uma gama diversa de serviços financeiros, turísticos, educacionais e de saúde, factor possível graças à sua centralidade e à sua infraestrutura, que conta um grande porto (o maior guineense), além das ligações aeroportuárias e rodoviárias, constituído-se também como o centro político-administrativo e militar do país. É em Bissau também que encontra-se a miscelânea étnica da nação, sendo considerada uma cidade cosmopolita, onde há interação cultural entre as diversas matizes da Guiné-Bissau.

A vila de Bissau foi fundada no final do século VI (1692), junto ao estuário do rio Geba, o principal meio de comunicação entre o litoral e o interior do país. Na sua origem esteve a autorização do rei da Região de Bissau, Bacampolo-Có, para que fosse erguida uma fortaleza, a de Nossa Senhora da Conceição, mais tarde demolida por ordem de D. João V. A história de Bissau enquanto cidade começa em 1766, com a construção da Fortaleza da Amura, então baptizada com o nome de Praça de S. José em homenagem ao rei D. José I, de Portugal, que ordenou a sua construção. Posteriormente elevada a cidade, e apesar da sua dependência da Província de Cabo Verde, Bissau foi por duas vezes capital do distrito da Guiné Portuguesa, em 1836 e 1915, tornando-se definitivamente capital colonial em 1942. Já com estatuto de cidade, na década de 1950, Bissau foi objecto de um plano de urbanização. A estrutura do chamado “Bissau Velho”, em quadrícula, com um sistema de ruas rectilíneas, tinha como eixo principal a avenida da República, hoje avenida Amílcar Cabral. Nesta zona viviam maioritariamente portugueses europeus e situavam-se os serviços administrativos e casas de comércio. A população guineense foi remetida para as áreas limítrofes. Bissau manteve o estatuto de cidade capital após a independência da República da Guiné-Bissau, em Setembro de 1974. Porto fortificado e centro de comércio, é a maior cidade do País e, para além dos órgãos municipais, é também a sede do poder político, administrativo e militar. Feita de ruas direitas ladeadas de casas baixas, a cidade beneficia de uma paisagem e de um clima privilegiados que na proximidade do mar, na riqueza da terra e na diversidade das gentes que a habitam (20 grupos étnicos diferentes) encerra os vetores fundamentais do seu futuro. Bissau possui um excelente porto natural, através do qual o país exporta café, borracha, madeira, algodão e açúcar. A cidade, conhecida pelo seu Carnaval anual, tem vindo a investir na área do turismo. Um dos locais mais visitados pelos turistas é a fortaleza de Amura, que alberga hoje o mausoléu de Amílcar Cabral. Bissau tem acordos de geminação com as cidades de Águeda, Lisboa e Moura (Portugal) e Praia (Cabo Verde). Unidade monetária: Franco CFA (Comunidade Financeira Africana)